3.12.15

Precisamos falar sobre a violência contra a mulher

No final do mês passado, foi lembrado o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher, que faz parte da campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher. 

De acordo com o Mapa da Violência 2015, divulgado em novembro pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), em 2013, foram registrados mais de 4.700 mortes de mulheres, que corresponde a uma média de treze homicídios femininos diários. Este contexto de violência, colocou o Brasil na quinta posição mundial em relação ao assassinato de mulheres.


As cidades catarinenses de Lages, Mafra, Criciúma, Balneário Camboriú e Chapecó apareceram no Mapa da Violência 2012 entre as cem cidades mais violentas do país com mais de dez mil habitantes no que se refere a homicídios femininos. Neste ano, o Mapa mostra a cidade de Tijucas em 76º lugar.


Fotos: 433 AG
Este é um assunto muito sério e que deve ter muito mais espaço para ser discutido na sociedade. Quem aí conhece a lei Maria da Penha? Tem coisas que nem eu sabia (e aposto que você também não) e que merecem ser divulgadas. Olha só:

O agressor não precisa ser o marido
A lei Maria da Penha existe para casos que independem do parentesco, ou seja, o agressor não precisa ser o marido. Pode ser a sogro (a), padrastro/madrasta, por exemplo. A lei é válida desde que a vítima seja mulher.

A lei não serve só para agressões físicas
O sofrimento psicológico como o constrangimento e insulto, violência sexual, forçar o casamento, impedir que a mulher use métodos contraceptivos e violência patrimonial também são identificados pela lei como casos de violência doméstica.

Apenas 2% da população não conhece a legislação
De acordo com a pesquisa realizada, em 2013, pela Data Popular/Instituto Patrícia Galvão, 98% das pessoas do país não sabem o que é, nem nunca ouviram falar da lei Maria da Penha.

Casais de mulheres e transexuais também tem direito
Sim! A lei vale para mulheres que têm relacionamento com outras mulheres, e, graças ao Tribunal de Justiça de São Paulo, a aplicação é garantida para transexuais que se identificam como mulheres em sua identidade de gênero.

Saiba mais sobre a lei
Vítima de violência doméstica por 23 anos, Maria da Penha Maia Fernandes deu nome à lei nº 11.340/2006. A farmacêutica bioquímica foi vítima de duas tentativas de assassinato, uma por tiro de arma de fogo, que deixou Maria paraplégica, e outra por eletrocussão e afogamento. Ah! O autor das tentativas foi o próprio marido, que foi punido - pasmem - somente 19 anos depois. O caso de Maria da Penha e principalmente a sua coragem e força de denunciar, mudou a história do país, graças a ela a lei foi criada e houve uma baixa de 10% na taxa de homicídios contra mulheres praticados dentro das residência das vítimas, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. 

Lugar de homem que bate em mulher é na cadeia! Denuncie através da Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180).

Fontes: Portal Brasil, Ipea, Data Popular, Insituto Patrícia Galvão, Secretaria de Estado da Casa Civil SC

Beijo!



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