9.3.17

#GirlPower - Símbolos do empoderamento feminino

Who run the world? Girls!

Ontem foi o Dia Internacional da Mulher, o nosso dia! A data foi instituída para comemorar as conquistas femininas, mas também deve servir como lembrete de que a luta pela igualdade de direitos percorre um longo caminho diariamente e há muita coisa a ser conquistada ainda, incluindo o RESPEITO. 


Aproveitando que o dia também alerta para os índices de violência contra a mulher que, infelizmente, crescem a cada dia, separei alguns dados para vocês. De acordo com o Mapa da Violência 2015, em Santa Catarina, entre 2003 e 2013, o número de homicídios de mulheres passou de 69 para 102, representando um aumento na taxa de homicídio que de 2,5 se transformou em 3,1 (por cem mil habitantes). Em agosto de 2016, foi sancionada a lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, que dá rigor às punições para esse tipo de crime. No ano passado, fiz um post com curiosidades da lei que nem todo mundo sabe. Relembre clicando aqui.

No post de hoje, em conjunto com a colaboradora Milena, separei algumas mulheres que enfrentaram barreiras em suas épocas e tornaram possível muitos dos direitos que temos atualmente. Gostaria de ter selecionado um número maior de mulheres, mas anotei a ideia para uma parte 2, quem sabe.


1. Frida Khalo

Frida Kahlo, uma das mais importantes pintoras mexicanas do século XX, foi dona de um espírito revolucionário, lutou fortemente pelos direitos das mulheres e é um símbolo importante do feminismo.

Embora tivesse uma vida conturbada, Frida transformou as dificuldades em inspiração. As cores fortes que estampam suas telas – auto-retratos, principalmente – revelam os dramas emocionais e dores físicas da artista.

"A dor, o prazer e a morte não são mais do que o processo da existência. A luta revolucionária neste processo é uma porta aberta à inteligência"

Aos seis anos, contraiu poliomielite e teve a perna direita atrofiada. As roupas de Frida viraram ícones de estilo sendo que, na verdade, a autenticidade vista em suas combinações era forma de esconder as diversas deficiências. Muita gente não sabe, mas os corpetes usados por ela eram coletes ortopédicos.

Vale lembrar que, em 2012, a Vogue México tornou a pintora CAPA DA REVISTA, com imagem do fotógrafo Nickolas Muray.


Tive a oportunidade de conferir de perto a exposição "Frida Kahlo – As suas fotografias", no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, que reuniu 240 fotos revelando a intimidade da artista.

2. Malala Yousafzai

A adolescente Malala, de 19 anos, desde (muito mais) cedo chamou atenção do mundo. A jovem tornou-se conhecida após um grave acidente: aos 15 anos foi baleada na cabeça por um grupo rebelde talibã quando saía da escola. Malala nasceu no Paquistão, um país dominado pelos talibãs, que são contra a educação das mulheres e acreditam que ao invés de estudar, elas devem aprender a ser donas de casa.

"Eu disse para mim mesma: 'Malala, você deve ser corajosa. Você não deve ter medo de ninguém. Você só está tentando se educar. Você não está cometendo nenhum crime"  Revista Glamour norte-americana, 2013.

Após de tudo o que passou, ela se tornou a mais jovem ganhadora do Nobel devido a luta árdua pela educação de crianças e adolescentes no Paquistão. Além disso, criou o The Malala Fund, uma organização sem fins lucrativos que promove a educação feminina no seu país de origem e em outras partes do mundo. No seu aniversário de 18 anos, ela abriu uma escola para meninas refugiada no Líbano.

3. Annie Lumpkins

Annie Lumpkins se destaca por ter sido a ativista mais jovem pelo direito ao voto feminino nos Estados Unidos, em 1961. O que muitos não sabem é que além disso ela foi integrante do Freedom Riders, ônibus que circulava pelo sul dos EUA de ativistas que lutavam pelos direitos dos negros no país. Com apenas 18 anos ela circulou em um ônibus desafiando as leis de Jim Crow colocando sua vida em perigo em prol da justiça racial.


Como imaginamos, a luta não foi fácil, o grupo suportou manifestações de violência e ódio por onde que quer passaram. Certa vez, um dos ônibus foi bombardeado e incendiado por membros da Ku Klux Klan. Em outro episódio, em Birmingham e Montgomery, uma multidão de brancos invadiu as estações de ônibus e espancaram os condutores do Freedom Riders. Pasmem: a polícia local se recusou a intervir. O caso foi fotografado, virou notícia e chocou o país, desencadeando uma crise no governo Kennedy. 


4. Amelia Earhart

Amelia Earhart, defensora dos direitos das mulheres, foi a pioneira na aviação dos Estados Unidos e a primeira mulher a voar de avião sozinha sobre o Atlântico. Escreveu livros sobre suas experiências e influenciou diversas mulheres que tinham o desejo de pilotar.

Em 2 de julho de 1937, enquanto tentava dar a volta ao mundo, o avião de Amelia desapareceu no Oceano Pacífico. Até hoje ninguém sabe o que aconteceu. Ela já havia completado pouco mais de 35 mil quilômetros e faltava cerca de 11 mil quilômetros para concluir a viagem com sucesso.

Em 1991, em Nikumaroro – ilha desesta de Kiribati, foi encontrado um pedaço de alumínio que, segundo o Grupo Internacional de Recuperação de Aeronaves Históricas, é um acrescento feito à aeronave de Earhart em Miami, na sua quarta paragem da viagempara substituir uma janela.

5. Valentina Tereshkova

A russa Valentina Tereshkova foi ninguém menos do que a primeira mulher a viajar para o espaço!

Em 1962, durante a corrida espacial da Guerra Fria, a Rússia perceberam que os EUA não ligavam para a ideia de inserir as mulheres em projetos do tipo, sendo assim, os russos procuraram mulheres com experiência em saltos com paraquedas, ter idade menor que 30 anos e pesar menos de 70kg. Valentina foi uma das escolhidas por ter participado de um clube de aeronáutica, no qual realizou 163 saltos com paraquedas. UOU!


Em 16 de junho de 1963 ela seguiu rumo ao voo espacial de quase três dias de duração. Vale destacar que ela foi a única da equipe feminina que completou a missão. Valentina foi transformada em heroína nacional. 

SE LIGA!

Você conhece a história por trás do Dia da Mulher?
Em uma conferência no ano de 1910, na Dinamarca, foi instituído o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher, em homenagem às vítimas que morreram carbonizadas no protesto em uma fábrica de tecido em Nova Iorque, em 1857, feito por operárias que manifestavam contra as más condições de trabalho. Porém, somente em 1975, a data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas por meio de um decreto.


Espero que tenham gostado de saber um pouquinho mais da histórias dessas mulheres tão incríveis.

Beijo! 

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